domingo, 15 de maio de 2011

Prefeitura de Anápolis e Sesi realizam Ação Global na Vila Jaiara





Emissão de segunda via de documentos, saúde preventiva, orientação jurídica, cadastramento para empregos, casamento comunitário, recreação para crianças e corte de cabelo são alguns dos serviços oferecidos durante o programa Ação Global que acontece na unidade do SESI da Vila Jaiara, neste sábado, dia 14 de maio.

Trata-se de uma parceria firmada entre o Serviço Social da Indústria (Sesi-GO) e a Prefeitura de Anápolis, com o objetivo de contribuir com a inclusão social e o resgate da cidadania.

Segundo o secretário municipal de Desenvolvimento Social, Mozart Soares, todas as secretarias da Prefeitura de Anápolis estarão envolvidas na ação. “A Prefeitura é a principal parceira. Vamos levar todos os programas de cada pasta, ações de saúde com atendimento médico, Escola Vida e dos parceiros que nos ajudam com o programa Anápolis Acredita, como Banco do Povo, Sebrae, Acia e Facieg”, diz.

A Prefeitura de Anápolis ainda participa prestando atendimentos na área da saúde com a realização de atividades voltadas para o atendimento da comunidade. Estão programadas consultas médicas, de odontologia, vacinas e teste de glicemia. O Centro de Zoonoses também estará atendendo cães e gatos, além da adoção de animais.

O evento terá a participação efetiva da Secretaria de Meio Ambiente e Agricultura. Serão feitas doações de plantas e árvores nativas da região, orientação sobre o meio ambiente e ações de conscientização voltada para o tema de reciclagem.

Haverá ainda a realização de oficinas de trabalhos manuais e artesanato que serão coordenados pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social. A Secretaria Municipal de Cultura também promoverá a apresentação de artistas. A Companhia Municipal de Trânsito e Transportes (CMTT) irá desenvolver ações de educação para o trânsito.

Mozart Soares lembra ainda que serão realizados atendimentos do Ministério Público e Poder Judiciário. “Todas essas atividades vão solucionar o problema de muitas famílias carentes do município”, explica.

A expectativa para esta edição do Ação Global é de que sejam atendidas cerca de 60 mil pessoas. De acordo com o superintendente do Sesi, Paulo Vargas, todos os serviços oferecidos são gratuitos e vão beneficiar de forma direta os moradores daquela região e de outras localidades de Anápolis. “A ação é importante, principalmente, para a comunidade carente que não tem acesso a esses serviços”, conclui.

Dentro das ações do evento haverá a emissão de CPF, informações sobre o PIS e seguro desemprego. Títulos eleitorais, Carteira de Trabalho e identidade estão entre os documentos que poderão ser emitidos durante a Ação Global. Segundo a organização, ainda terá a doação de cadeira de rodas, enxoval para gestantes, fralda geriátricas, muletas e bengalas.

Casamento Comunitário

Uma das atrações do Ação Global é o casamento comunitário que acontece às 15h30. Cerca de 400 casais de baixa renda terão direito a uma cerimônia de casamento civil, principalmente, os que constituíram família há muito tempo e ainda não regularizaram sua união.

Trabalho Missionário
O Clube de Desbravadores Persa realizou trabalho missionário, distribuindo folhetos ao final do casamento comunitário, entregando convites para os noivos e convidando-os a trazerem seus filhos para conhecer e fazer parte do Clube, que é uma atividade a nível mundial que trabalho com o desenvolvimento físico, mental e espiritual de crianças de 10 a 15 anos.

quinta-feira, 12 de maio de 2011

IV Concurso Internacional Cidades Ativas, Cidades Saudáveis


Cerest apoia IV Concurso Internacional Cidades Ativas, Cidades Saudáveis
Qui, 28 de Abril de 2011 18:02 Secom
O Centro de Referência em Saúde ao Trabalhador (Cerest), ligado à Prefeitura de Anápolis, está apoiando o IV Concurso Internacional Cidades Ativas, Cidades Saudáveis, que irá eleger as cidades da América Latina e Caribe que tem praticado iniciativas para estimular o estilo de vida saudável e para melhorar a qualidade de vida de seus habitantes.

O concurso é aberto para a participação do público que pode votar nos projetos favoritos. Os mais votados, serão analisados pelo Comitê de Seleção, que dará seu veredito final em setembro deste ano.

Confira as categorias que podem ser apresentados projetos:
(1) transporte sustentável e qualidade do ar
(2) espaço público, parques e proteção ambiental
(3) atividade física e recreação
(4) segurança na estrada



Mais informações e inscrições, através do site http://concursocacs.com

Praça Cônego Trindade é cartão postal da Vila Góis






Os moradores da Vila Góis e região comemoraram nesta terça-feira, 10, a inauguração da Praça Cônego Trindade um importante espaço que agora está mais bonito, moderno e aconchegante. O local foi totalmente reformado e revitalizado pela Prefeitura de Anápolis, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Agricultura.

Estiveram presentes no evento, o prefeito Antônio Gomide, o vice-prefeito João Gomes, o deputado estadual Carlos Antônio de Souza, o bispo da Diocese de Anápolis, Dom João Wilk, os vereadores Amilton Batista, Assef Naben, Dinamélia Rabelo e João Feitosa, o comandante do 4º BPM, tenente-coronel Paulo Inácio, o presidente da Associação de Moradores da Vila Góis, Tarcísio Machado, secretários, diretores e servidores municipais, além da comunidade em geral.

A aposentada Maria Salvador, que mora no bairro há 26 anos, disse que a reforma veio em boa hora. Segundo ela, há muito tempo os moradores da região esperavam por essa benfeitoria. “Ficamos muito felizes com a praça. Antes, aqui era cheio de lixo e mato. Agora ficou um local adequado para as crianças brincarem, assim como os adultos aproveitarem o fim de tarde”, disse.

O secretário de Meio Ambiente, Luiz Henrique da Fonseca, explicou que além da Praça Cônego Trindade, a Prefeitura deve realizar até o final do ano a entrega de revitalização, reforma e construção de outras praças, totalizando um número de 40 em toda a cidade. “Desenvolvemos um projeto arrojado e moderno para deixar a praça mais bonita valorizando o paisagismo do espaço”, afirmou.

Para o bispo da Diocese de Anápolis, Dom João Wilk, ações como essas elevam a cidade e alegram o espírito do cidadão. Porém, ele lembrou que é necessária a cooperação de todos para manter o local agradável e em perfeito estado.

O prefeito Antônio Gomide destacou que a melhoria feita na praça era um anseio antigo dos moradores que agora tem um local para a prática do esporte e do lazer. De acordo com ele, a praça foi praticamente reconstruída com o objetivo de torná-la mais bonita e receptível à comunidade. “Agora temos uma praça mais moderna, de manutenção fácil e com elemento água sendo valorizado. O espaço atende todas as faixas etárias. A praça será o novo cartão postal da região”, comentou.

Estrutura
As obras de revitalização da Praça Cônego Trindade tiveram a duração de quatro meses. O espaço recebeu um novo piso do tipo paver, que além de contar com um design moderno, possui altíssima resistência e gera sensação de melhor estética. A permeabilidade do calçamento também é uma característica que prima pelo meio ambiente e pela conservação do local.

A colocação de um gramado e uma nova arborização foram benefícios implantados no local. Além da beleza, a revitalização visou proporcionar lazer aos visitantes da praça. Com esse objetivo foi instalado um playground infantil e aparelhos de ginástica para a terceira idade. A iluminação também foi toda trocada, concedendo um visual mais aconchegante e mais seguro.

O FANTASMA DE BIN LADEN. = A VERGONHA QUE PASSAMOS MUNDIALMENTE - Ninguém merece!!!!!




http://www.maisgoias.com.br/noticias/cidade/2011/3/25/12362.html?Bombeiros+retomam+buscas+por+Deocleciano+Moreira+Alves+desaparecido+no+Araguaia


VEREADOR DE GOIÁS PEDE UM MINUTO DE SILÊNCIO EM MEMÓRIA DO TERRORISTA.




Enquanto o mundo inteiro se sente aliviado com a morte de Osama bin Laden, o vereador Walmir Jacinto (PR) (Foto), usou a tribuna, durante a sessão da última segunda-feira(1), na Câmara de Vereadores de Anápolis, Goiás, para pedir um minuto de silêncio em homenagem ao terrorista.

De acordo com o que Sírio Miguel (PSB), outro vereador, divulgou no Twitter, o pedido foi deferido pelo presidente da Câmara, Amilton Batista (PTB), no momento em que foi solicitado para homenagear um empresário local, que morreu em um acidente no Rio Araguaia. Wilmar Jacinto aproveitou a deixa e pediu um minuto de silêncio pela morte do terrorista mais procurado do mundo.

http://lucianovale.blogspot.com/2011/05/o-fantasma-de-bin-laden-vereador-de.html

Alunas do Qualificar concluem curso de Costura Industrial em Malha .





Através do programa Qualificar, duas turmas de Costura Industrial em Malha encerraram suas aulas nesta quinta-feira, 14. O curso foi realizado pela Prefeitura de Anápolis/ Secretaria de Desenvolvimento Social, em parceria com o Senai. As aulas foram realizadas no salão da Igreja Presbiteriana Quadrangular da Vila Fabril.
Com 160 horas de curso, 30 alunas puderam se profissionalizar na área de costura industrial. Duas novas turmas, com 15 alunas cada, iniciam na próxima segunda-feira, 18.

Segunda a professora Selma Moreira Farinha, concedida pelo Senai para ministrar o curso, o resultado das alunas é proveitoso. “Tivemos um resultado bem positivo, é visível o desenvolvimento das alunas, o interesse delas. Nós lidamos com pessoas que nunca tiveram a oportunidade de trabalhar com máquinas industriais. Hoje elas são operantes, dominam o trabalho e produzem roupas confeccionadas por elas mesmas”, comemora.

A dona de casa Maria de Fátima Araújo Souza se diz satisfeita de a administração municipal levar estes cursos para os bairros. “É muito importante ter esse curso pelo simples fato de ser no meu bairro, não preciso sair daqui. Pra quem não sabia nada, eu aprendi muito”, garante.

Anápolis (GO) minha cidade amada ...





História de Anápolis









Os princípios da povoação de Anápolis, nos idos do século XVIII, tiveram como responsável a movimentação de tropeiros que demandavam de diferentes províncias em direção às lavras de ouro de Meia Ponte (Pirenópolis), Corumbá de Goiás, Santa Cruz, Bonfim (Silvânia) e Vila Boa (Cidade de Goiás). Os principais cursos de água que cortam a região de Anápolis - João Cezário, Góis e Antas - tinham dupla importância no translado desses garimpeiros: eram sítios de descanso e serviam como referência e orientação na viagem. Abandonando os sonhos de aventura e de riqueza em face da exaustão do precioso metal nas lavras antes promissoras, muitos daqueles viajores optaram pelas margens do Antas para estabelecer moradia, constituir família, explorar a terra.

Já no século XIX o naturalista francês Auguste de Saint-Hilaire fez anotações em seu diário de viagem em que descrevia uma fazenda "que era um engenho de açúcar do qual dependia um rancho muito limpo, no qual nos alojamos". Era o ano de 1819 e o lugar descrito pelo estudioso francês, a Fazenda das Antas. O certo é que pelos idos de 1833, os fazendeiros de há muito fixados às margens do Riacho das Antas, tinham por costume se reunir em casa de Manoel Rodrigues dos Santos, um dos primeiros moradores do lugar, e aí realizavam novenas e orações. Registros históricos da época confirmam que no ano de 1859, a área de terras que constituía propriedade de Manoel Rodrigues dos Santos era um aglomerado de quinze casas.

A 25 de abril de 1870 surge o primeiro documento oficial sobre Anápolis. Um grupo de moradores constituído por Pedro Roiz dos Santos, Inácio José de Souza, Camilo Mendes de Morais, Manoel Roiz dos Santos e Joaquim Rodrigues dos Santos fez a doação de parte de suas terras para a formação do que se denominou de Patrimônio de Nossa Senhora de Santana.

No ano seguinte, nas terras doadas, Gomes de Souza Ramos construiu a Capela de Santana o que fez o lugar florescer rapidamente, pelo que foi elevado à Freguesia de Santana, sobrevindo depois os estágios de vila e de cidade.



Imagem secular

A imagem da santa padroeira de Anápolis - que segundo relatos pertenceu a Dona Ana das Dores, mãe de Gomes de Souza Ramos - esteve por muitos anos preservada fora da cidade. Localizada em Pirenópolis foi trazida para Anápolis onde é guardada como relíquia histórico-religiosa, na Matriz de Santana.

A imagem tem uma saga que remonta a 142 anos, portanto quase sesquicentenária. A comunidade católica de Anápolis dedica devoção especial à sua padroeira, cujo onomástico se celebra a 26 de julho, quando a imagem centenária pode ser admirada durante a novena precedente àquela data que se celebra na Matriz de Santana, todos os anos.



Desígnio

A devoção a Nossa Senhora Santana influiu de forma inequívoca na fundação de Anápolis. A partir da construção de uma pequena capela, em 1871, por Gomes de Souza Ramos, formou-se a aglomeração urbana que se constituiria dois anos depois em Freguesia de Santana das Antas.

A outra versão que preserva um cunho mítico sobre o surgimento de Anápolis, conta que a fazendeira Ana das Dores de Almeida viajava de Jaraguá para Bonfim (atual Silvânia), quando em determinada etapa da viagem um dos muares de sua tropa (a mula que conduzia a imagem de Santa Ana) desgarrou-se dos demais. Localizado o animal, resultaram inúteis os esforços para fazê-lo retomar a marcha, o que levou a devota a interpretar o fato como se manifestação de que "a santa ali desejava ficar". A viajante fez propósito de que mandaria construir uma capela no local onde seria introduzida a estátua sagrada. Essa determinação de Dona Ana das Dores foi concretizada por seu filho, Gomes de Souza Ramos, 11 anos mais tarde.



Citações literárias

As pesquisas sobre os fundamentos históricos de Anápolis, remontam ao século XIX. A mais antiga de que se tem registro é do naturalista francês Auguste de Saint-Hilaire quando fez o trajeto de Meia Ponte (Pirenópolis) para Bonfim (Silvânia).

Era o ano de 1819 e em seu diário de viagem, ele escreveu: "A três léguas de Forquilha, apeei-me na Fazenda das Antas, situada acima do rio do mesmo nome, ainda um dos afluentes do Rio Corumbá. Essa fazenda era um engenho de açúcar que me pareceu em péssimo estado, mas da qual dependia um rancho muito limpo e bastante grande, no qual nos alojamos".

Em 1824, o marechal português, Raimundo José da Cunha Matos, deixou registrado: "Rio das Antas nasce na serra ao sul do arraial de Meia Ponte e banha a fazenda de seu nome; tem ponte e mete-se no Rio Corumbá com o curso de mais de oito léguas: consta de muitos braços".

De outro viajante francês, Francis Castelnau, quando excursionava de Bonfim para Meia Ponte, em março de 1844: "Saindo da fazenda, atravessa-se o bonito ribeirão chamado das Antas, nome também da localidade".

Do pernambucano Oscar Leal, em 1887: "Antas!... Sepultada no meio do deserto, longe das grandes estradas que ligam a capital goiana às principais praças do sul do Estado a vila ou povoação das Antas, surge à vista do forasteiro, depois que se desce a chapada, em extenso vale, cercado de um mutismo tão belo e sedutor que seria o bastante para ali fundarem um estado os poetas da antiga Babilônia. Na vila das Antas há meia dúzia de pessoas com as quais se pode travar conversação e uma destas é o Sr. José Batista... Consta de duas ruas paralelas que atravessam o largo da matriz, a qual fica situada bem no centro da povoação... Sua população, segundo os meus cálculos na falta de estatística, orça por uns 800 habitantes... Tem umas seis lojas de fazendas mal sortidas e algumas tabernas que vendem fumo, cachaça e mantimentos. O clima é saudável e as águas magníficas".

1892 - Relatório da Comissão Cruls, no deslocamento de Bonfim para Pirenópolis: "A 30 de julho, no Engenho de Antas, descobrimos no horizonte, o cume de uma cadeia de montanhas, ao depois, soubemos ser o Pireneus. Ficamos então distantes 60 quilômetros (de Pirenópolis)".

1893 - Carta de Leopoldo de Bulhões a Capistrano de Abreu: "As Antas serão o Ribeirão Preto de Goiás em breves dias..."



Dois expoentes

Foi mediante os esforços liderados pelos dois chefes políticos Gomes de Sousa Ramos e José da Silva Batista (Zeca Batista), ambos homens de espírito empreendedor, que a antiga povoação de Santana das Antas é hoje a mais imponente cidade do interior do Estado de Goiás. Gomes de Sousa Ramos deu origem à primeira construção que foi o marco de todo o desenvolvimento: a Capela de Nossa Senhora Santana. O professor Zeca Batista soube ser exímio no trato e na ação política, chegando a ocupar a Presidência da Província de Goiás e desfrutando de grande prestígio.



Fundador

Gomes de Sousa Ramos foi um dos fundadores de Anápolis. Ele nasceu a 17 de setembro de 1837, em Arraias, filho de Gomes Pereira Ramos e de Dona Ana das Dores de Almeida. Aos 33 anos de idade, mudou-se de Bonfim para o lugarejo que mais tarde seria a Freguesia de Santana das Antas. Veio atraído pela fertilidade da terra e pelo clima.

Chegando aqui no ano de 1870, homem empreendedor que era, criado por sua mãe cultivando os preceitos católicos na devoção a Nossa Senhora de Santana, erigiu uma capela, porque encontrou vários devotos da padroeira do lugar.

Foi pois sob o entusiasmo de Gomes de Souza Ramos que alguns moradores fizeram doação das terras onde se localiza parte da cidade, à Santa.

Gomes de Sousa Ramos iniciou a construção da capela nos primeiros meses do ano de 1871. A 3 de novembro do mesmo ano, foi designado capelão, o padre Francisco Inácio da Luz. Era um passo importante para o desenvolvimento demográfico e político do lugar, pois em 1872, esse padre redigiu um documento pedindo a elevação da povoação à categoria de Freguesia.

O documento foi assinado por ele, por Gomes de Souza Ramos e por outras 265 pessoas. Esse documento datado de 2 de maio de 1872, foi encaminhado ao presidente da Província de Goiás, Antero Cícero de Assis, e levado à então capital, Goiás Velho (hoje Cidade de Goiás), por Gomes de Sousa Ramos. Uma penosa viagem, já pela distância a ser percorrida, já pela falta de meios de transporte e de conforto da época, e sobretudo pelos perigos nos locais ermos em que se devia circular. A viagem de Gomes de Sousa Ramos foi, toda ela, feita a cavalo.

O requerimento dos moradores foi então encaminhado à Assembléia Legislativa, acompanhado de um ofício de Gomes de Sousa Ramos. Nesse requerimento ele descrevia a situação, a localização e os limites da capela.

Mediante os esforços de Gomes de Sousa Ramos e de Zeca Batista, chefes políticos de então, foi que a Freguesia, alguns anos depois, se elevava à categoria de Vila - mais precisamente, no ano de 1887. No entanto, devido a alguns fatos de abrangência nacional à época, a vila só viria a ser instalada cinco anos mais tarde.

Gomes de Sousa Ramos não chegou a alcançar essa nova etapa da história da cidade que ajudou a fundar. Ele adoeceu em junho de 1889, vindo a falecer em 22 de setembro daquele mesmo ano, deixando viúva a Sra. Messias Gomes Pereira (que sua era sobrinha) com quem tinha seis filhos: Maria, Sebastião, Gomes, Benedito, Francisco e Manuel, tendo nascido, posteriormente a seu falecimento, em 5 de janeiro de 1890, outra filha do casal, de nome Ana. Gomes era casado em primeiras núpcias com Vitoriana Maria de Jesus, da qual se enviuvou e com quem não teve filhos.



José da Silva Batista

O nome do coronel Zeca Batista está intimamente relacionado à história de Anápolis, para onde se mudou a 28 de fevereiro de 1882, vindo de Meia Ponte (Pirenópolis), cidade em que nasceu a 1º de setembro de 1856. Zeca Batista era filho do comendador Teodoro da Silva Batista e de Efigênia Pereira de Siqueira Batista. Estudou no Colégio Senhor do Bonfim, de sua terra natal.

Em 9 de outubro de 1875 casou-se com Francisca de Siqueira, filha de Manuel Barbo de Siqueira e de Maria Luíza Abrantes. O casal teve dez filhos, dos quais, os três primeiros nascidos em Pirenópolis: Isaura, Vespasiano e Alcebíades - este ultimo falecido ainda criança. Os outros sete nasceram todos em Anápolis (então Santana das Antas): Segismundo, Diana, Semíramis, Naiá, Genaro, Ninfa e Nicanor, todos já falecidos.

Veio para a então Freguesia de Santana das Antas como professor. Mas à falta de médicos e de farmacêuticos, exercia também essas atividades, além de ser comerciante. Residiu inicialmente no chamado Largo da Igreja, numa casa que ficava fronteira à atual Escola Normal e onde hoje existe um posto de gasolina, na confluência da Avenida Goiás com a rua que atualmente leva o seu nome. Somente no ano de 1907, Zeca Batista construiu a casa que hoje abriga o Museu Histórico de Anápolis.

Foi graças aos esforços conjuntos de Zeca Batista e de Gomes de Sousa Ramos que a Freguesia de Santana das Antas foi elevada a vila, mediante a Lei 811, de 15 de dezembro de 1887 - cinco anos após a chegada de Zeca Batista ao lugar. Entretanto a instalação oficial da vila só aconteceria cinco anos mais tarde. Vários acontecimentos se deram nesse ínterim: em nível nacional a Abolição da Escravatura e a Proclamação da República, e em nível local o falecimento de Gomes de Sousa Ramos, em setembro de 1889.

Nos preparativos para a instalação da vila, os antenses formaram a sua primeira Junta Administrativa, em fevereiro de 1892, escolhendo para presidi-la, o coronel José da Silva Batista. É que o valor e o prestígio de Zeca Batista cresceram de tal modo nos dez anos em que residira no lugar, que ele se tornou chefe supremo da política local. Em 1905, José da Silva Batista elegeu-se à terceira vice-presidência do Estado e depois, por vacância de cargo, chegou à presidência. Em 27 de abril de 1909, deposto o primeiro vice-presidente do Estado, coronel Francisco Bertoldo de Sousa, que se encontrava então na chefia do Poder Executivo, por um movimento revolucionário, foi entregue a direção do governo, em 12 de abril daquele ano, ao comendador Joaquim Rufino Ramos Jubé, presidente do senado estadual, o qual o transmitiu, a 1º de maio, ao segundo vice-presidente, coronel Zeca Batista, que esteve à frente da chefia da administração de Goiás, até o dia 24 de junho seguinte, quando assumiu, por eleição, Urbano Coelho de Gouveia. Zeca Batista foi escolhido 1° vice-presidente do novo Executivo estadual.

Em Anápolis e como em todo o Estado de Goiás, o coronel Zeca Batista desfrutava de grande prestígio e popularidade.

Faleceu a 7 de dezembro de 1910, às duas horas da tarde, por conseqüência de grave doença que há tempos o havia acometido.

Anos mais tarde, em 1929, no jornal "Lavoura e Comércio", de Uberaba, o jornalista Hermógenes Monteiro traçou a maneira de ser de José da Silva Batista: "Esse homem era um cavalheiro tão perfeito, um diplomata tão completo, naqueles tempos bárbaros, que desarmava o adversário, cercando-o de considerações e ativava o inimigo, dando-lhe superior importância - enquanto aos amigos, por mais pobres que fossem, tratava com intimidade e confiança de irmão. Popular ao extremo, provocava palestra com todos: pretos, brancos, ricos ou pobres, que encontrava em seus passeios habituais. Nunca deixou de visitar o seu único e sistemático adversário político, major Francisco de Barros, a quem não perdia a oportunidade de provar a mesma e única consideração de sempre".